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Má postura em tablets e mobiles durante a infância pode ser prejudicial

Um dos males da modernidade vem se apresentando com cada vez mais frequência nos consultórios ortopédicos é a síndrome do “Text Neck”, mais conhecido como o desconforto que se sente após de várias horas seguidas com o pescoço abaixado, para utilização de mobiles e tablets. No entanto, o alerta vale também para as crianças: logo nos primeiros anos de vida, uma postura inadequada pode comprometer o desenvolvimento futuro.
O ortopedista pediátrico do IMOT, Diogo Covre, ressalta que quanto maior a curvatura do pescoço para frente, maior é a carga suportada pela musculatura. “Ou seja, quanto mais tempo passar nessa posição, maiores são as chances de dores. De acordo com o Centro Médico de Cirurgia da Espinha de Nova York, a posição ideal cervical é o alinhamento das orelhas com os ombros”, explica.
Desta forma, para os pequenos usarem o celular com mais cuidado à postura, algumas orientações são válidas. Covre diz que o ideal é deixar o aparelho (centro da tela) na altura dos olhos; direcionar a visão até o celular e não dobrar o pescoço para mexer no aparelho. “Controlar o tempo que a criança passa no celular, fazer alongamentos para aliviar a tensão no pescoço e realizar exercícios simples como movimentos de Sim e Não podem ajudar”, ressalta. Outras atividades como a natação e até mesmo o RPG, em casos de dores, também podem surgir como importantes aliados.
Aos pais e responsáveis, a atenção para as queixas das crianças: a consequência do “Text neck” são as dores na musculatura cervical, devido à sobrecarga. “Outros sintomas como dores de cabeça, principalmente na parte posterior, também são fatores que precisam ser atentados”, diz.
As consequências, a longo prazo, são os vícios posturais. Ou seja, a criança ou adolescente não apresenta problemas na coluna, mas a postura arcada “viciou”. “Há ainda casos de desgaste prematuro das vértebras e, em situações mais extremas, pode comprometer o crescimento da região vertebral”, salienta Covre.
Por isso, a recomendação é que, aos primeiros sinais de incômodo ou desconforto, é preciso levar os pequenos a um ortopedista.





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